A
República da Guiné-Bissau é um país da África Ocidental que
faz fronteira com o Senegal ao norte, Guiné-Conacri ao sul e ao leste e com o
Oceano Atlântico a oeste. O território guineense abrange 36.125 quilómetros
quadrados de área, com uma população estimada de 1,6 milhão de pessoas.
Apenas 14% da população fala português,
estabelecido como língua oficial durante o período colonial. Quase metade da
população (44%) fala crioulo,
enquanto o restante dos habitantes falam uma variedade de línguas africanas
nativas.
A
Guiné-Bissau é um país que atravessa profundos
problemas na sua sociedade e economia. A pobreza extrema, a fome e as doenças, a
mortalidade infantil e as elevadas taxas de mortalidade das mães durante o
parto, as dificuldades de acesso a água potável, o analfabetismo e as poucas
escolas, a falta de medicamentos, são aspetos próprios da vida da grande
maioria da população da Guiné-Bissau.
A maioria do povo da
Guiné-Bissau vive da agricultura. Ou seja, quase 90% da população ativa da
Guiné-Bissau trabalha na agricultura. A baixa produtividade, a fragilidade das
infraestruturas de transportes e comunicações, a saúde, a formação e educação, são
apresentados como as causas dos baixos rendimentos das famílias. O insucesso e
abandono escolar têm contribuído para a existência de um número elevado de
jovens no bairro que não concluíram a escolaridade obrigatória, o que aumenta a
taxa de desemprego.
A
Guiné-Bissau confronta-se com diversas carências
estruturais, na qual uma parte significante da população vive em situação de
pobreza extrema, sem ter acesso a condições mínimas de alimentação, saúde,
educação e serviços básicos necessários.
As políticas desordenadas
após à independência, a má governação, a fragilidade das instituições, são as fundamentações
mais comuns das organizações internacionais e dos países desenvolvidos para a
atual situação em que a Guiné-Bissau se encontra.
O objetivo da Associação para Acção Social e Caridade
(AASC) é ajudar a combater a
situação de pobreza extrema e das desigualdades sociais e do género existentes
na nossa sociedade, promovendo os valores ligados à dignidade humana, como a
cultura, educação e a saúde, procurando, desta forma, enriquecer o conteúdo da
democracia, multiplicando as manifestações de igualdade efetiva, de
solidariedade, participação, intervenção e socialização.
Consideramos que o
combate a situação de pobreza extrema e das desigualdades sociais existente na
nossa sociedade não depende apenas do Estado. Depende também de comunidades,
grupos e associações e da nossa capacidade de organização. Queremos ajudar a
promover políticas que assentam em valores humanos funcionando como pilares de
organização, prestando serviços de qualidade as camadas mais vulneráveis da nossa
comunidade, contribuindo para o desenvolvimento saudável das crianças e
adolescentes, diminuindo, desta forma, as situações de pobreza e de exclusão
social.
Muitas crianças da
Guiné-Bissau deambulam pelas ruas porque não têm escolas para frequentar, ou
dinheiro que lhes permita frequentá-las, ou pais em casa para garantir que as
frequentem.
A Associação para Acção Social e Caridade (AASC) assume a responsabilidade de ajudar a melhorar as condições
de vida das crianças mais vulneráveis da comunidade de Missira (Nghala), de forma a diminuir vários problemas ligados ao
consumo de drogas, alcoolismo, toxicodependência, tabagismo e delinquência
juvenil.
A Associação garante promover
a participação de crianças no ensino básico e alcançar a escolaridade primária
e secundária universal de modo a reduzir as desigualdades sociais.


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